segunda-feira, 28 de março de 2011

construção da personagem - parte i

well well well... aqui estamos novamente. estive fora por conta das milhões de coisas para fazer e ler e estudar, mas vamos que vamos, pois muitas coisas aconteceram nessas últimas semanas.


como a Amanda disse, distribuímos os personagens da peça, com algumas adaptações. o meu personagem, por exemplo, foi criado. ele não existia na peça original, seu “papel” era feito por outro personagem. acho que a divisão dos personagens foi muito inteligente e creio que todos já estão bastante contentes e prontos para mergulhar nessa aventura da construção.


o trabalho está só começando!


para ajudar, o professor introduziu o conceito de passado da personagem. sabendo o passado da personagem, criando uma série de experiências que formam o personagem hoje, podemos moldar melhor as ações da personagem nas situações propostas. por exemplo, se meu personagem (a mãe) tivesse o escritor como seu ex-namorado. essa história faria que o jeito como a mãe age frente o escritor fosse completamente modificado.


para nos auxiliar na criação do passado da personagem, o professor passou um exercício interessante para ser entregue na próxima aula: escrever uma carta de suicídio do personagem. é curioso porque nessa carta vamos elencar os motivos que levariam o personagem a seguir esse caminho. quais foram as coisas importantes que ele perdeu? para quem ele endereçaria essa carta? além disso, a carta seria escrita pelo próprio personagem. a linguagem, o jeito de escrever seriam do personagem. estou bem animada pra fazer isso!


na aula passada fizemos uma pequena intervenção no intervalo das aulas. enquanto um grupo da sala estava ensaiando a primeira cena da peça (para tentar fazer as adaptações necessárias), outro ensaiou como coro uma das falas da peça. mais tarde juntamos os grupos e todos trabalhamos o coro. quando foi o intervalo apresentamos para quem estava no pátio. foi muito gostoso ver a carinha dos alunos do PA1 vendo a gente!


mesmo errando o texto ninguém ligou! :P


a Simone levou vááárias idéias de figurino muito bacanas! ela imaginou uma roupa para o Destino que é sensacional. bem fora do senso comum. levou ainda alguns tecidos, idéias de cores e etc. foi bem bacana!


comecei a pensar também na roupa do meu personagem. quero uma mãe bem caricata e exageradona! beeeeeeeeeeeem barraquenta! quero muitas pulseiras, braceletes, uma maquiagem mega pesada! e, não me sai da cabeça, a idéia de colocar uma perucona loira gigante nela!!!


a Renata passou uma tarefa de corpo que é para ser feita ao longo da semana inteira. vamos agora sim criar nossa partitura de movimentos, através das 17 células construídas ao longo das aulas, para estudar a memória corporal! a professora também deu várias dicas para nosso coro, como o trabalho deve ser feito. segundo ela, o coro é um só coração. o coro só deve começar a falar quando perceber que todos os seus membros estão respirando no mesmo ritmo.


por enquanto é só!!! tá ficando muito bacana. saí extremamente satisfeita da aula passada. foi revigorante. tava precisando!

quarta-feira, 23 de março de 2011

personagens definidos e muitas tarefas

É ... parece que a coisa está ficando séria.
Já temos personagens definidos. Foi uma dinâmica bem bacana: todos sugeriram um elenco e o professor anotou tudo. Mas, no final das contas ele mudou tudo o que escolhemos. Missão ingrata e tensa.
Agora, estamos na fase das várias tarefas:
- buscar trilha sonora e já temos até sugestões, clique aqui e veja
- pensar no cenário (3 opções)
- sugerir figurino
- propor cartaz ... estamos estudando a possibilidade de chamar outros alunos para compor nosso elenco. Isso vai dar um trabalho ... hehehe

Fora várias coisas na aula de corpo, texto para ler, partituras para estudar, texto para decorar.

Falando em texto ... iremos fazer uma boa mudança no nosso texto, mudamos personagens e tudo precisará ser adaptado.

E fica o exercício: ler a peça toda, uma vez por dia.


Mas, diante de tantas coisas novas, quando eu deveria estar motivada e cheia de energia .... já diria o personagem histórico Macunaíma: "Ai, que preguiça."

terça-feira, 1 de março de 2011

dinheiros, elásticos e desentendimentos




na última aula tudo ficou mais real pra mim. fizemos uma divisão de tarefas importante e combinamos com quanta gimba cada um vai ajudar na peça. fechamos em 10 reais por mês, a serem pagos retroativamente. sendo assim, cada um ficou responsável por contribuir com um total de 60 reais. no final e depois de algumas contas, notamos que é uma boa grana.

além disso, dividimos a turma em grupos que ficarão responsáveis, cada um, por diferentes coisas. temos um grupo de pesquisa, outro de dramaturgia, um de produção, um de acessório (figurino e maquiagem) e, por fim, um que ficará responsável pelo cenário (acho que tô esquecendo de um grupo...). a Amanda ficou encarregada também de administrar o dinheiro e cobrar o pessoal para que as contribuições sejam feitas nas datas acordadas.

mas tudo ficou mais real não apenas por essas questões, digamos assim, administrativas. o professor fez um mapa da peça conosco que ajudou bastante a visualizar todos os acontecimentos e o desenrolar da história. depois fizemos um exercício de improvisação. o professor pediu que eu fosse “diretora” da peça e que a Adriana fosse “diretora de elenco”. isto é, ela escolheria qual personagem cada um seria na nossa improvisação e eu conduziria uma leitura da peça e mais uma “apresentação” da história.

pra mim foi especialmente interessante o exercício pois tive uma visão da peça que meus colegas provavelmente não tiveram. como diretora, pude observar a apresentação de fora e já ter idéias para posicionamento em cena e outras coisas.

o único ponto que não foi muito legal é que o professor pediu que eu fosse bem cri-cri e filha da puta com meus colegas que iriam “atuar” na exercício e algumas pessoas não entenderam que minha postura fazia parte do exercício. foi chato ouvir comentariozinhos sobre mim e tudo mais. mas o que aprendi com o exercício me valeu qualquer chateação.

na aula de corpo, conforme esperado, trabalhamos com os elásticos que a professora tinha pedido e dessa vez trabalhamos com formas de “guerreiros”, agregando a nosso repertório de “posições” mais 4 figuras. os elásticos serviram para que notássemos as amplitudes dos movimentos criados e também para que percebêssemos as adequações a que nosso corpo estava sujeito em face da inclusão novos elementos (elásticos e bastões). foi bem interessante.

no início era o caos. com sorte, só no início...